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Bhagavad Gita

comentários, original e pdf


Eu leio o Gita, pois ele é o Olho de Deus.

Eu canto o Gita, pois ele é a Vida de Deus.

Eu vivo o Gita, pois ele é a Alma de Deus.

– Sri Chinmoy

Veja també a lista de livros espirituais e inspiradores

 

Bhagavad Gita – comentário, original e pdf


Livro – Comentário sobre o Bhagavad Gitabhagavad

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Em português (agbook)


Mantras do Bhagavad Gita – gravação mp3 para download gratuito

MP3 grátis: Sri Chinmoy recita e canta 11 passagens do Bhagavad Gita

Sanjaya Spettigue comenta sobre o Bhagavad Gita (para iniciantes)


Lista de links e recursos sobre o Bhagavad Gita

Aqui deixei as minhas gravações, livros, downloads, séries, quadrinhos, etc, sobre esse tema que tanto gosto, que é o Mahabharata e o Bhagavad Gita

Arjuna diz: “Ó, Krishna, você é meu, absolutamente meu.”

Krishna diz: “Ó, Arjuna, não há meu, não há seu. Somos a Unicidade completa, interior e exterior.”

Sri Chinmoy, Comentário sobre o Bhagavad Gita

Entendendo o Bhagavad Gita (Bagavadguitá)

As palavras do Bhagavad Gita (ou Bagavadguitá) são, ao mesmo tempo, perfeitas e simples. Basta mergulhar na sua essência e praticá-la.

 

Nimittamatram Bhava. “Seja um mero instrumento.”

Bhagavad Gita 11.33b

Mas como extrair a essência? Quanto mais escrevemos sobre o Gita, mais longe ficamos dele. Isso é assim porque nossa mente ainda não alcançou a Verdade. Observamos a Verdade com olhos cobertos de poeira. Para abrir os portões da nossa mente e coração para o Gita, o que precisamos é de alguém que já enxergou a sua essência completamente, sem filtros. É necessário um Meste espiritual ou a Graça incondicional de Deus.

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“Arjuna, lute! Na vitória, você terá a soberania sobre a terra; na morte, amplamente abertos estarão os portões do Paraíso.”

Bhagavad Gita 2.37

Comentário em vídeo do Mahabharata e Bhagavad Gita:

Bhishma, o grão-senhor dos Pandavas

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A batalha de Kurukshetra

Peça de piano para meditação

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Índice da página


Agora deixo que o livro fale por si mesmo. Como a página é longa, fiz um índice de conteúdo:

  • A Canção do Senhor
  • Introdução ao Bhagavad Gita
  • Lendo o Bhagavad Gita
  • Arjuna e Krishna no Bhagavad Gita
  • O Mahabharata e o Gita
  • Os Pandavas
  • Os versos do Bhagavad Gita
  • Bhagavad Gita no Hinduísmo
  • Os dezoito capítulos do Gita
  • Sri Krishna
  • Filosofia e Guerra no Bhagavad Gita
  • O Gita e os Vedas
  • Prefácio – Dra. Kusumita Petersen

Comentário sobre o Bhagavad Gita


Dedicamos esta página ao Comentário sobre o Bhagavad Gita de Sri Chinmoy. Escolhi este comentário por entender que Sri Chinmoy alcançou a Meta final e pode compartilhar dela conosco. Escolhi este comentário por ser simples, direto e contextual. Fiz essa tradução ao português simplesmente porque amo o livro e amei os dias passados imersos nas suas palavras e consciência. Agradeço sinceramente pela oportunidade de praticar essa ação.

“Arjuna, encare a vitória e a derrota, alegria e tristeza, ganho e perda como iguais. Não se importe com elas. Apenas lute! Lutando assim, não cometerá pecado algum.” Bhagavad Gita 2.38

arjuna meditando no bhagavad gita
flor bhagavad gita
O texto abaixo é o primeiro capítulo do livro Comentário sobre o Bhagavad Gita, de autoria de Sri Chinmoy.

Introdução ao Bhagavad Gita


Lendo o Bhagavad Gita

Eu leio o Gita, pois ele é o Olho de Deus. Eu canto o Gita, pois ele é a Vida de Deus. Eu vivo o Gita, pois ele é a Alma de Deus.

O Gita é a Visão de Deus imediata. O Gita é a Realidade de Deus direta.

Dizem que o Gita é um livro hindu, uma escritura muito relevante. Eu digo que ele é a Luz da Divindade na humanidade. Dizem que o Gita precisa de uma apresentação. Eu digo que Deus, em verdade, quer ser apresentado pelo Gita.

Arjuna e Krishna no Bhagavad Gita

Arjuna é a alma humana ascendente. Krishna é a Alma divina descendente. Por fim, elas se encontram. A alma humana diz à Alma divina: “Preciso de você.” A Alma divina diz à alma humana: “Eu também preciso de você. Preciso de você para a minha auto-manifestação. Você precisa de mim para a sua auto-realização.” Arjuna diz: “Ó, Krishna, você é meu, absolutamente meu. Krishna diz: “Ó, Arjuna, não há meu, não há seu. Somos a Unicidade completa, interior e exterior.”

O Mahabharata e o Gita

O Gita é um episódio no sexto livro do Mahabharata. “Mahabharata” significa “Índia, a Grande”, “Índia, a Sublime”. Esse épico inigualável é seis vezes o tamanho da Ilíada e Odisséia combinadas. Supreendente em tamanho e incrível em reflexão é o Mahabharata. A história principal se desenrola ao redor de uma gigantesca rivalidade entre duas famílias de primos. Seu reino ancestral era o pomo da discórdia. Essa rivalidade chegou ao fim após uma grande batalha, chamada de a Batalha de Kurukshetra.

Santanu tinha duas esposas, Ganga e Satyavati. Bhishma nasceu da união de Santanu e Ganga. Chitrangada e Vichitravirya nasceram da união de Santanu e Satyavati. As esposas de Vichitravirya eram Ambika e Ambalika. Dhritatrashtra era o filho de Ambika e Vichitravirya. Pandu era filho de Ambalika e Vichitravirya. Os cem filhos de Dhritatrashtra eram os Kauravas. Os cinco filhos de Pandu eram os Pandavas.

Os Pandavas

Yudhisthira era o herdeiro legítimo do reino. Seu pai, Pandu, reinou por diversos anos, trazendo muita satisfação aos seus súditos. Por fim, Pandu se aposentou. Ele se retirou para a floresta. A sucedê-lo estava o seu filho mais velho, Yudhisthira. Ele o fez devotadamente e exitosamente. Dhritarashtra era o meio-irmão mais velho de Pandu. Deus lhe negou a visão. Estranhamente, sua afeição pelos filhos também cegou o seu coração. Sendo cego, naturalmente ele não era qualificado para herdar o trono. O seu filho mais velho era chamado Duryodhana. Noventa e nove irmãos vieram depois dele. Yudhisthira, o filho mais velho de Pandu, tinha apenas quatro irmãos após ele.

Yudhisthira era o orgulho da verdade. Duryodhana era o orgulho da falsidade. Através dos corações iluminados dos cinco filhos de Pandu, Deus sorria. Através das mentes obscuras dos cem filhos de Dhritarashtra, o demônio sorria. O demônio muitas vezes conseguia também abraçar o pai cego.

Esse pai cego fez diversos pedidos, fortes e fracos, ao Duryodhana – seu filho moralmente, psiquicamente e espiritualmente cego – para que não travasse guerra. Vidura, o coração puro, tio de Duryodhana, fracassou em verter luz dentro da cabeça dura de Duryodhana. Sanjaya, o prudente cocheiro de seu pai, igualmente falhou. Nem Bhishma, o mais velho e mais sábio, foi bem sucedido. Duryodhana sentia que sua própria compreensão era superior. Por fim, Sri Krishna, o Senhor do universo, ferventemente tentou evitar a dolorosa e impiedosa batalha. Mas a noite-ignorância em Duryodhana não se renderia de forma alguma ao sol-conhecimento em Sri Krishna.

Os versos do Bhagavad Gita

Há setecentos versos no Gita. Cerca de seiscentos são aforismos alma-comoventes dos lábios divinos do Senhor Krishna, e o resto são do lacrimoso, aspirante Arjuna, clarividente e claraudiente Sanjaya e do inquisitivo Dhritarashtra.

O sábio Vyasa perguntou a Dhritarashtra se ele gostaria de ver os eventos e ter conhecimento em primeira mão da guerra, do nascimento até a morte da batalha. O sábio estava mais do que disposto a conceder ao homem cego visão. Mas Dhritarashtra não queria que seus olhos – seus olhos que lhe falharam a vida toda – obedecessem suas ordens naquela hora terrivelmente fatídica para a sua consciência e para a vida do seu reino, especialmente quando seus próprios filhos estavam se encaminhando para a destruição. Ele recusou a bondosa e generosa oferta do sábio. Seu coração foi impiedosamente torturado pelo perigo iminente a que estavam sujeitos seus compatriotas. No entanto, ele pediu ao sábio que concedesse a dádiva a outra pessoa, de quem ele pudesse ter relatórios perfeitos da batalha. Vyasa concordou. Ele deu a Sanjaya o milagroso poder psíquico da visão que enxerga os incidentes que ocorrem a uma distância surpreendentemente grande.

O Bhagavad Gita no Hinduísmo

O Gita é uma mera palavra? Não. Um discurso? Não. Um conceito? Não. Uma forma de concentração? Não. Uma forma de meditação? Não. O que é, então? Ele é A Realização. O Gita é o Coração de Deus e o alento do homem, a garantia de Deus e a promessa do homem.

A inspiração do hinduísmo é o cuidado-alma do Gita. A aspiração do hinduísmo é o despertar-bênção do Gita. A emancipação do hinduísmo é a luz-compaixão do Gita. Mas dizer que o Gita é monopólio do hinduísmo é um absurdo. O Gita é propriedade comum da humanidade.

O ocidente diz que tem algo especial para oferecer ao oriente: o Novo Testamento. O oriente aceita o oferecimento com a mais profunda gratidão e oferece o seu maior orgulho, o Bhagavad Gita, em troca.

O Gita é único. Ele é a escritura das escrituras. Por quê? Porque ele ensinou ao mundo que a emoção pura, a devoção genuína, pode facilmente correr lado a lado com a sólida filosofia, o desapego dinâmico.

Os dezoito capítulos do Bhagavad Gita

Há dezoito capítulos no Gita. Cada capítulo revela um ensinamento específico de uma forma particular de Yoga. Yoga é a linguagem secreta do homem e de Deus. Yoga quer dizer ‘união’, a união do finito com o infinito, a união da forma com o Sem Forma. Yoga é aquilo que revela o segredo supremo: o homem é o Deus de amanhã, e Deus é o homem de hoje. O Yoga deve ser praticado pelo amor à Verdade. Se não, o buscador ficará tristemente desapontado. Igualmente, a realização-Deus do homem é por amor a Deus. Do contrário, frustração indizível será a recompensa inevitável do homem.

O Gita nasceu em 600 a.C. Sua autoria é do sábio Veda Vyasa. Com uma pergunta significativa de Dhritarashtra, o Gita começa sua jornada. A inteira narrativa do Gita é a resposta de Sanjaya a essa única pergunta de Dhritarashtra. Sri Krishna falou. Muito. Tudo divinamente pleno de alma. Arjuna falou. Pouco. Tudo humanamente de coração. Dhritarashtra era o ouvinte. O divinamente e humanamente clarividente e claraudiente narrador era Sanjaya. Em raríssimas ocasiões, Sanjaya contribuiu com suas reflexões também.

Sri Krishna

Sri Krishna era a relação do corpo, a união do coração e a libertação da alma de Arjuna. Como Deus, Ele iluminou Arjuna com a Verdade absoluta. Como um humano ser humano, ele iluminou seu amigo terreno com verdades relativas.

Filosofia e Guerra no Bhagavad Gita

Os filósofos entram em uma triste controvérsia. Alguns perguntam como é que um discurso filosófico como tal poderia acontecer no início de uma guerra. Como foi possível? Há outros que acreditam firmemente que esse discurso monumental não era tão somente possível, mas também inevitável naquela hora, já que era a ocasião divinamente apropriada para o hindu aspirante descobrir o significado interior da guerra e viver de acordo com os ditames da sua alma, ao invés de seguir o pobre e escurecido conhecimento da moralidade.

O Gita e os Vedas

O Gita é a epítome dos Vedas. Ele é espontâneo. Ele possui um formato ao mesmo tempo divinizado e humanizado. Ele é também o mais puro leite, extraído do úbere dos mais iluminadores Upanishads para nutrir e alimentar a alma humana. O Gita exige a aceitação da vida por parte do homem, revelando-lhe o caminho para que alcance a vitória do Eu mais elevado sobre o mais baixo, através da arte espiritual da transformação física, vital, mental, psíquica e espiritual.

O Gita incorpora a sabedoria-alma, o amor-coração, o conhecimento-mente, o dinamismo-vital e a ação-corpo.

“Krishna, meu único Salvador, finda está a minha desilusão. Destruída está minha ilusão. Sabedoria eu recebi. A Tua Graça é responsável, a Tua Graça suprema. Firme estou, livre de dúvidas. Minhas dúvidas não mais existem. Estou a Teu comando. Imploro por Tua ordem. Estou pronto. Eu agirei.” (Bhagavad Gita 18.73)

O Bhagavad Gita – prefácio

Ao passo que a era védica chegava a um fim no meio do primeiro milênio a.C., uma nova civilização tomava forma na Índia, e junto com ela uma nova escritura hindu. Os Vedas não eram acessíveis a todos. Seu grande volume e complexidade, bem como linguagem ancestral e simbólica, e aspectos técnicos ritualistas, fizeram com que o estudo dos Vedas se tornasse objeto de longos anos. Os sábios que mantinham essa tradição sentiam que um ‘novo Veda’ era necessário, que contivesse, de forma disponível a todos, tudo aquilo que era necessário para a vida humana. De histórias e lendas, das devoções dos povos e de revelações védicas, dois grandes épicos foram criados: o Mahabharata e o Ramayana. Ambos são construídos ao redor das vidas dos grandes heróis e santos e da guerra entre o bem e o mal. O Ramayana conta os feitos do príncipe Rama de Ayodhya, que para a fé hindu é um dos Avatares humanos, a ‘vinda’ ou encarnação de Deus. O Mahabharata tem em seu cerne a história de cinco irmãos de família real, os Pandavas, e sua rivalidade com seus primos pelo trono do reino. Eles são auxiliados em seus desafios por Krishna, também um herói e rei, e outro dos Avatares humanos. Ambos os épicos oferecem uma visão do dharma, a conduta correta da vida humana, juntamente com ensinamentos e exemplos abundantes de como essa visão pode ser manifestada através da ação correta.

A Canção do Senhor

O Mahabharata contém o Bhagavad Gita ( Bagavadguitá ), ‘A Canção do Senhor’, que são os ensinamentos de Krishna a seu amigo íntimo e discípulo Arjuna, quando a batalha que é o clímax do épico está prestes a começar. Essa é a mais conhecida das escrituras hindus, e, como Sri Chinmoy diz, “a propriedade comum de toda a humanidade.” Incontáveis buscadores encontraram no Gita não apenas inspiração e consolo, mas também lucidamente enxergaram princípios espirituais que podiam aplicar em cada situação interior e exterior. A vida é certamente uma batalha tal como a que Arjuna se deparou, e Krishna certamente ensina como essa batalha pode ser encarada, lutada e vencida. O comentário de Sri Chinmoy explica como e por quê. O ensinamento do Bhagavad Gita é amor, devoção, entrega e o yoga dinâmico da ação, que somente é possível quando vivemos no amor. Ele é, em essência, o próprio ensinamento de Sri Chinmoy também – ancestral, moderno e eterno.

Apenas Sri Chinmoy podia ter escrito este livro. Em sua própria realização interior alcançada, ele é capaz de adentrar esses tesouros ancestrais indianos de espiritualidade, assim como as necessidades e aspirações dos buscadores de hoje. Ele providencia às nossas vidas a comunicação de verdades primeiramente ensinadas milhares de anos atrás, para que possam ser compreendidas, valorizadas e utilizadas. Ele é atual e poderoso em sua expressão, e também lírico e repleto de alma como apenas um Mestre espiritual poeta pode ser. Mesmo em meio à sua maior sutileza espiritual ou misticismo sublime, ele nunca perde sua compassiva conexão com os assuntos humanos eminentes do leitor. Basta ler uma frase ou duas para reconhecer uma voz inconfundível. Basta ler uma página ou duas para encontrar não apenas um grande professor, mas também um verdadeiro amigo.

Dr.Kusumita P. Pedersen, PhD

Chefe do Departamento de Religião da Faculdade St. Francis

Jamaica, New York

1996

Bhagavad Gita – comentário, original e pdf

Bagavadguitá, o livro sagrado do hinduísmo.

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