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O CAMINHO DO CORAÇÃO

Do livro de Sri Chinmoy, Amor


Página central com todos os tópicos e posts sobre o amor.


 

 

Não amar Deus

É a dor do coração.

Amar Deus

E fazê-Lo sentir

Que Ele é amado e necessário

Sempre e sempre

É a inundação-êxtase do coração.

 

 

Qual é a sua religião?

 

A minha religião é o meu constante, consciente e incessante amor por Deus. Nosso amor por Deus é o sopro de vida em nós, e essa é a única religião universal.

Uma religião verdadeira quer somente amar devotadamente o coração do mundo. Uma religião verdadeira simpatizará com as outras religiões e experimentará sua unicidade com elas, por meio da sua tolerância, paciência, bondade e perdão. Uma verdadeira religião é uma que, séculos afora, amará a humanidade com todas as suas imperfeições. Através do seu amor-unicidade ela tentará trazer à tona um novo mundo – não à força, não dominando os outros, mas tornando-se inseparavelmente uma com todas as religiões.

 

Como a espiritualidade pode escapar dos confins da religião?

 

Cada religião tem a sua própria maneira de se expressar a respeito do ilimitado Um, mas, infelizmente, essa expressão por si só já é limitada. Religião é apenas uma casa, e ninguém pode afirmar que sua casa tem tudo. Podemos comprar mais mobília, mas o tamanho da casa permanecerá o mesmo. Uma vez que aceitamos a vida espiritual, no entanto, nossa religião se torna nosso amor por Deus. E, quando amamos Deus, tudo dentro de nós se expande. Nosso amor por Deus é a expansão contínua da nossa própria realidade.

Amar a Deus é a única religião verdadeira. Há qualquer religião que não nos dirá para amarmos a Deus? Mas, ora, algumas religiões dirão, ‘‘Ame a Deus, mas faça isso da minha maneira. Somente se vier à igreja, somente se vier ao templo, somente se vier à mesquita seu amor por Deus será perfeito. Os outros meios são todos errados. ’’

O verdadeiro amor por Deus não é assim. Se eu amo Deus, Deus me dirá, ‘’Porque deveria haver apenas rosas no jardim-religião? Pode haver outras flores também.’’ Uma pessoa virá apreciar a rosa, e outra pessoa virá apreciar outra flor. Portanto, devemos amar a Deus de todas as maneiras possíveis – através do que dizemos e fazemos, através de constante auto-doação em todos os níveis de consciência. Somente então não tentaremos nunca confinar ninguém.

Você perguntou como a espiritualidade pode escapar dos confins da religião. Escapar não é a palavra certa. O que é necessário não é escape, mas iluminação. E nós podemos iluminar a religião somente amando a Deus à própria Maneira de Deus.

 

 

 

A religião diz:

“Se me aceita do meu modo,

Então você é bom.”

A espiritualidade diz,

“Você não tem de seguir minha maneira.

Siga pleno de alma seu próprio caminho

E alcance sua meta destinada.”

 

Você pode explicar a nós sua filosofia de amor, devoção e entrega?

 

Amor é o elo interior que conecta o homem com Deus. Nós necessáriamente nos aproximamos de Deus através do amor. Amor é o primeiro passo. O segundo passo é devoção. O terceiro passo é entrega. Há cinco abordagens a Deus no caminho de amor, devoção e entrega.

No primeiro, o buscador se aproxima de Deus com uma atitude calma, tranquila, macia, angelical e alegre.

No segundo, o buscador se aproxima de Deus com o pensamento de que ele é o servo e Deus é o Mestre. Aqui o buscador é o escravo eterno do Amor de Deus.

Na terceira abordagem, o buscador considera Deus seu Amigo eterno, seu Companheiro eterno. Nessa aproximação, o buscador fala com Deus abertamente e livremente, sem dificuldade. Podemos ver a personificação dessa abordagem na relação de Arjuna e o Senhor Krishna. Arjuna considerou o Senhor Krishna como um amigo, mas eventualmente a relação dele com Krishna mudou e ele se tornou um discípulo perfeito e devotado.

Na quarta relação, Deus é visto como um filho. Nada é esperado de Deus, assim como nunca esperamos nada de uma criança e um bebê. Quando nos aproximamos de Deus como um bebezinho, não temos desejo, consciente ou inconsciente, de levar nada Dele. Apenas tentamos satisfazer o bebê de seu próprio modo. Na Índia, há muitos devotos do Senhor Krishna que pensam sobre ele como uma criança, uma eterna criança. Essa é uma abordagem muito significativa de Deus, mas é bastante incomum aqui no Ocidente.

A quinta é a de doçura. Aqui o amante e o Amado são um. Nessa relação vemos a união da alma humana que aspira e da alma divina e preenchedora. A alma humana e o Eu Transcendental tornam-se inseparavelmente um através da entrega absoluta do buscador. Quando um aspirante pode oferecer sua existência interior e exterior completamente, alegremente, sem reservas e incondicionalmente ao Supremo, nesse momento ele pode descobrir a mais doce e inseparável unicidade com o Piloto Interior.

Cada aspirante pode incorporar uma ou mais dessas cinco abordagens enquanto caminha ao longo de sua jornada. Isso depende de cada aspirante, de que tipo de relação ele quer estabelecer com seu Piloto Interior ou com o Supremo em seu Professor espiritual.

Nos dias de hoje, o amor divino é a maneira mais rápida de realizar o Altíssimo. A mente desempenhou seu papel, especialmente no Ocidente. O Ocidente tem oferecido muitos gigantes mentais ao mundo, mas agora o Ocidente precisa de mais riqueza do coração, que é o amor.

 

Senhor, meu Senhor, eu amo Você

Não porque Você é todo Poder,

Não porque eu preciso de um favor especial,

Mas porque Você é meu Amigo-Mestre

E meu Amor Supremo.

 

Cada vida

É uma amor-iluminada lâmpada

Para iluminar

As tristezas da humanidade.

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