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Poemas sobre os grandes Mestres espirituais

Sri Chinmoy meditando

Sri Chinmoy

Os grandes Mestres espirituais que existiam na humanidade são uma inestimável fonte de inspiração e iluminação. Separei diversos aforismos e mensagens da série de poemas de Sri Chinmoy “The Dance of Life”, todos com o tema dos Mestres como Sri Krishna, o Cristo, Buda, Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda, Sri Chaitanya, Sri Chinmoy e outros. Os poemas estão no inglês original.

Veja também os poemas meditativos.


250. I searched and searched

I searched and searched
For my soul.
At last I found my soul in the Flute of Krishna.

I searched and searched
For my heart.
At last I found my heart in the Cross of Christ.

I searched and searched
For my mind.
At last I found my mind in the Meditation of Buddha.

I searched and searched
For my vital.
At last I found my vital in the Life of Vivekananda.

I searched and searched
For my body.
At last I found my body on the Lap of the Supreme.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

294. Alas, it is too late

Why did I not take
Fighting lessons from Sri Rama?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Playing lessons from Sri Krishna?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Suffering lessons from the Buddha?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Forgiving lessons from the Christ?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Dancing lessons from Sri Chaitanya?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Long-distance walking lessons from Sri Shankara?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Crying lessons from Sri Ramakrishna?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Struggling lessons from Swamiji?
Alas, it is too late.

Why did I not take
Surrendering lessons from Sri Chinmoy?
Alas, it is too late.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 6, Agni Press, 1973

221. At the pinnacle

At the pinnacle
Of the Rama-enlightenment,
I became Sacrifice divine.

At the pinnacle
Of the Krishna-enlightenment,
I became Love divine.

At the pinnacle
Of the Buddha-enlightenment,
I became Compassion divine.

At the pinnacle
Of the Christ-enlightenment,
I became Concern divine.

At the pinnacle
Of the Ramakrishna-enlightenment,
I became Cry divine.

At the pinnacle
Of the Chinmoy-enlightenment,
I became Surrender divine.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

226. His heart

His heart of love
Became Krishna’s Kadamba-tree.

His heart of wisdom
Became Buddha’s Bodhi-tree.

His heart of cries
Became Ramakrishna’s Panchavati-trees.

His heart of service
Became Chinmoy’s Rupantar-tree.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

227. Naren and Thakur

My Naren,
You have struggled and struggled,
You have fought and fought
To manifest me.

Our Thakur,
You have cried and cried,
You have served and served
To illumine me.

My Naren,
Your heart of love,
Your mind of light
Are my giant shoulders.

Our Thakur,
Your Feet of Compassion,
Your Eyes of Perfection
Are my Dream-Boat
And
Reality-Shore.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

228. Question and answer

Maharshi Ramana’s question:
“Who am I?”
You are the cry of your ascending heart,
You are the smile of your descending soul.

Ramakrishna Paramahansa’s answer:
“Mother Kali.”
Where is She?
In the battlefield of life.
Who is She?
Chaser of volcano-passion,
Bringer of Compassion-flood.

Swami Vivekananda’s answer:
“The Olympian Will-power.”
What is it?
The only Reality.
Whose is it?
Yours, only yours, absolutely yours.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

 

232. Giants of the spirit

Naren, When are you planning
To come down to the earth?
“I have no such plans.”

Gadadhar, When are you thinking
Of coming down to the earth?
“I don’t cherish that kind of thought any more.”

Jesus, When will you illumine the world
To celebrate your second resurrection?
“I am more than satisfied
With my advent and with my first and last resurrection on earth.”

Siddhartha, Have you ever thought of moving
From your Nihil house to Earth house?
“Oh no! I shall forever
Remain in my Nihil house
Of Immortal Peace
And
Immortal Bliss.”

Kanu, You declared that you enter into the world-arena
Whenever righteousness declines
And
Unrighteousness prevails,
To destroy the dark hands
And save, elevate and illumine the snow-white hearts.
Since then, how many times
Have you appeared and disappeared
From the earth-scene?
“I am not accountable to the world for my lofty promise.
In top secret I tell you:
The absolute Supreme is not going to fire me
Even if I hopelessly fail to stick to my well-intentioned promise.”

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

 

249. The Masters are fond of him

He has a child’s heart.
Therefore
Ramakrishna is fond of him.

He is always dancing and roaming.
Therefore
Chaitanya is fond of him.

He is always humble and meek.
Therefore
Christ is fond of him.

He is always kind and benevolent.
Therefore
Buddha is fond of him.

He is always loving and playing.
Therefore
Krishna is fond of him.

He is always crying and smiling.
Therefore
God is fond of him.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 5, Agni Press, 1973

 

270 . At the entrance

He entered into the vital world
To feel its hunger wild.
At the entrance Alexander, Caesar, Napoleon,
Hitler and Stalin greeted
Him with solemnity.

He entered into the mental world
To feel its hunger great.
At the entrance Socrates, Plato, Aristotle,
Shankara and Madhava greeted
Him with a series of smiles.

He entered into the psychic world
To feed his hunger deep.
At the entrance Rama, Krishna, Christ,
Chaitanya and Ramakrishna greeted
Him with the warmest embrace.

 

273. Ramakrishna

He was born in a tiny
Obscure Bengali village in India.
He lived in a tiny corner
Of a big temple.
A Kali-worshipper he was.
A man-lover he became.
A world-teacher he is
And
Forever shall remain.

Sri Chinmoy, The Dance of Life, part 6, Agni Press, 1973

Livro inspirador e devocional: Kabir – Ecstatic Poems

Abaixo deixei alguns poemas traduzidos e um pouco sobre o poeta Kabir. O que me inspirou a escrever foi a leitura do livro Kabir- Ecstatic Poems,

Coloquei-os também no site Poesia Divina


Kabir (ou Kabira) (hindi: कबीर, urdu: کبير‎) (14401518) foi um dos grandes poetas místicos ou santos-poetas da Índia medieval, tendo composto poemas que evidenciam a fusão entre o movimento de bhakti hindu e o sufismo muçulmano, movimentos religiosos que exercem profunda influência cultural em todo o mundo até os nossos dias.

Kabir nasceu numa família de brâmanes hindus e foi mais tarde adotado por muçulmanos, no norte da índia, perto de Varanasi. Ainda jovem tornou-se discípulo Ramananda, que no norte da India difundia a doutrina de bhakti como promulgada por Ramanuja no sul do sub-continente, no século XII.

Kabir foi contemporâneo de outros protagonistas famosos do movimento de bhakti da Índia medieval, tais como Mirabai, Caitanya, Tulsidas e Guru Nanak, o principal preceptor dos sikhs.

Extraído da wikipedia sobre Kabir

 

Kabir – Ecstatic Poemas, versions by Robert Bly

 

Os botões vocalizam:

“O Jardineiro está vindo!

Hoje ele colhe as flores,

E amanhã, nós!”

 

 

Meu interior, ouça-me: o mais grandioso espírito,

O Professor, está próximo.

Desperte, desperte!

Corra a seus pés–

Ele está próximo da sua cabeceira agora mesmo.

Você dormiu por milhões e milhões de anos.

Por que não acordar nesta manhã?

 

 

Falo com o meu amante interior e digo: por que tanta pressa?

Achamos que há um tipo de espírito que ama os pássaros e animais e formigas –

Talvez o mesmo que lhe deu brilho enquanto estava no útero da sua mãe.

Seria lógico que hoje você perambulasse completamente órfão hoje?

A verdade é que você mesmo foi embora

E decidiu ir sozinho para o escuro.

Agora você está enroscado nos outros e esqueceu quem você um dia conheceu,

E é por isso que em tudo o que você faz há alguma falha estranha.

 

Ó amigo, eu o amo – pense bem!

Se você ama, então por que dorme?

Se você o encontrou,

Dê-se a ele, tome-o.

Por que você perde o rastro dele repetidas vezes?

Se você logo cairá num sono profundo de qualquer jeito,

Porque perder tempo arrumando a cama

E organizando os travesseiros?

Kabir lhe dirá a verdade: o amor é assim:

Digamos que tivesse de cortar a sua própria cabeça

E dá-la a outra pessoa,

Que diferença faria?

Notícias por SMS – junho / 2017

Neste mês:

Novo livro publicado:

Meditação, Yoga e a arte de viver: A Aventura da Vida

Livro colorido, com quatorze capítulos – desde meditação, yoga, dieta e saúde, trabalho, família até o futuro do mundo, forças, liberdade e paz. Hoje é o livro que recomendamos como a leitura principal para quem vem nos cursos. Ele custa 35 reais.

yoga livro

Minicurso de meditação em vídeo

É um curso de 2h30 de duração para relembrar e manter a inspiração para praticar

Bhagavad Gita

Série de posts do Bhagavad Gita comentado em 17 artigos

 

Radio Sri Chinmoy em português

O site Radio Sri Chinmoy traz música para meditar e agora está traduzido ao português! Aproveite os downloads gratuitos ou ouça online.

 

A santa Mirabai e suas canções devocionais

Mirabai – sua vida, histórias, poemas e canções devocionais

Mirabai foi uma devota do mais alto, altíssimo grau. Dentre os santos da Índia, ela foi inigualável. Ela compôs muitos e muitos bhajans, que são canções devocionais para Deus. Cada canção de Mirabai expressou sua inspiração, aspiração e incansável auto-doação.

– Sri Chinmoy

Se quiser ouvir uma canção de Mirabai enquanto lê, segue uma gravação muito simples e bonita:

A história e devoção de Mirabai – o amor de uma criança por Deus

Por Sri Chinmoy, em tradução

Estou contando esta história para crianças. Mas como somos todos filhos de Deus, esta história é aplicável a todo e cada um de nós. Vocês ouviram muitas histórias sobre o amor que as crianças podem ter por Deus. Mas esta história é particularmente significativa, especialmente para aqueles que aceitam a vida espiritual numa tenra idade. Desta história vocês aprenderão como o amor de uma garotinha por Deus aumentava e aumentava enquanto ela crescia.

a santa mirabai

Fonte Wikipedia (link)

Tenho certeza de que vocês ouviram o nome Mirabai. Mirabai foi uma devota do mais alto, altíssimo grau. Dentre os santos da Índia, ela foi inigualável. Ela compôs muitos e muitos bhajans, que são canções devocionais para Deus. Cada canção de Mirabai expressou sua inspiração, aspiração e incansável auto-doação.

Mirabai veio de uma família real no Rajastão. Seu pai se chamava Ratna Singh. Ele passava muito tempo longe de casa, lutando contra os imperadores Mogóis. Ele era um guerreiro muito valente. Num certo dia, um sadhu veio visitar seus pais. Ele ficou no palácio por um dia como convidado especial. O sadhu ficou muito satisfeito com a nobreza e qualidades santificadas do pai. Assim, quando foi embora, ele presenteou Ratna Singh com uma boneca ou estátua muito bela do Senhor Krishna. O Senhor Krishna é a personificação de Deus.

Mirabai tinha então apenas três anos de idade. Ela estava morrendo de vontade de ter a boneca que seu pai tinha ganho, mas ele não queria lhe dar a boneca. Vocês podem pensar que o pai era malvado. Mas havia dois motivos especiais para ele guardar a boneca. O primeiro é que, por ter sido um presente de um sadhu, ou homem santo, ela tinha bênçãos especiais. Ratna Singh queria preservar essas bênçãos, não de forma egoísta, mas para que pudessem ser assimiladas corretamente. O outro motivo que tinha para não dar a boneca é que ele pensou que Mirabai ficaria todo o tempo brincando com ela.

Quando Mira viu que seu pai não ia lhe dar a boneca, ela deixou de comer. O que o coitado do seu pai poderia fazer? Já que ela tinha se recusado a comer, ele lhe deu a boneca. Desde então, Mira estava sempre brincando com a sua boneca. Ele costumava falar com a boneca e cantar para ela; Mira realmente gostava da boneca.

Quando ela tinha cinco anos de idade, uma procissão matrimonial passou diante do palácio do seu pai. Mira perguntou para a sua mãe: “O que está acontecendo?” Sua mãe respondeu: “É um casamento. Esses dois estão se casando.”

Por curiosidade, Mirabai perguntou para a mãe: “Com quem eu vou me casar?”

Por algum motivo, a mãe respondeu: “Você já está casada, minha filha.”

“Quem é o meu esposo?”, gritou Mira.

“Essa boneca, o Senhor Krishna, é o seu amado esposo,” disse a sua mãe. Mira ficou tão feliz em saber que Krishna era o seu esposo.

Com o passar do tempo, as orações de Mira cresceram e se tornaram mais devotadas. Todos os dias, por horas a fio, ela conversava com a boneca, cantava e cantava diante da boneca. Ela agia como se a boneca fosse um ser humano de verdade. No seu caso, a boneca era um ser real. A Presença viva do Senhor Krishna estava dentro da boneca.

Seu avô e os outros membros da família estavam confusos. O que fazer com essa garotinha? Eles decidiram que, quanto mais cedo pudessem dá-la em casamento, melhor. Com o amor que crescesse pelo seu marido, talvez a devoção à boneca diminuísse. Além disso, ela teria muitos deveres domésticos para tomar conta.

Nessa época, Mira tinha apenas oito anos de idade. Mas nesse tempo era bastante aceitável que os pais decidissem sobre o casamento quando os filhos ainda eram muito jovens. E assim Mira foi dada em casamento ao príncipe Bhoja Raj. Ele era o filho mais velho de Rana Sanga de Chittor. O governante de Chittor era considerado o líder das casas reais hindus, e portanto esse casamento ergueu Mira a uma posição social muito alta.

O marido de Mira era um grandioso guerreiro. Durante o dia, Mira fazia suas obrigações e ouvia devotadamente a sua sogra. Durante a noite, ela levava a sua boneca para o templo. Lá Mirabai conversava, cantava e dançava com a boneca.

Infelizmente, a sua sogra não concordava com nada disso. Ela disse para Mira: “Você não pode ficar acordada assim até tarde. Você é apenas uma garotinha e precisa ficar em casa e dormir.”

Mas Mira insistiu: “Eu quero ir para o templo e orar todas as noites.”

Sua sogra trouxe mais uma objeção. “Você está orando a Krishna, mas Krishna não é a deidade da nossa família. Nossa deidade é Gauri, um aspecto de Durga, e Durga é a consorte do Senhor Shiva. Portanto, você não pode continuar orando a Krishna na nossa família.

Mira não deu atenção à sua sogra. Ela disse: “Eu não farei isso que está dizendo. O meu Amado é o Senhor Krishna. É para Ele que eu devo orar.” Assim, Mira e sua sogra tiveram uma briga séria. Mas a partir de então, a sogra não se manifestou mais e deixou que Mira continuasse suas atividades espirituais.

Mira estava agora muito feliz. Ela trabalhava durante o dia e à noite ela podia ir para o templo meditar, cantar e dançar com o seu Senhor Krishna.

Ela adorava Krishna como Gopala Giridhara – o jovem pastor que tocava Sua flauta às margens do rio Jamuna em Brindaban. Brindaban foi o lar de Krishna durante a sua infância. Uma vez, para proteger Seus devotos de um dilúvio, Ele ergueu uma montanha, para que pudessem se abrigar debaixo dela. É esse o significado do epiteto ‘Giridhara’. Quando Mira adorava a boneca, o Senhor Krishna aparecia diante dela nessa forma, brincando e falando com ela.

A irmã do marido de Mira ficou com muita inveja de Mira. Ela tinha ouvido sua mãe falar que Mira era muito espiritual e conversava com Deus o tempo todo. Essa cunhada queria punir Mira, e começou a espalhar rumores de que Mira tinha vários amantes. Ela dizia que Mira os levava ao templo durante a noite para ficar com eles. Mira escutava os boatos da corte, mas não deu ouvidos. Ela tinha doze ou treze anos de idade então. Num certo dia, essa cunhada horrível disse ao marido da Mira: “Você está cego? A sua esposa tem tantos namorados. Eu posso provar facilmente. Basta ir até o templo durante a noite e ver.”

O marido de Mira ficou furioso e naquela noite ficou esperando fora do tempo. Quando ouviu Mira falando com alguém, ele arrombou a porta do templo e correu para dentro com a espada desembainhada. Mira estava falando com o Senhor Krishna. Ele havia aparecido a ela em Sua forma Celestial. Assim que o marido chegou, Ele desapareceu. O marido de Mira viu apenas a sua esposa e sua pequena boneca; mais nenhum ser humano estava presente. Ele riu e disse: “Minha irmã não passa de uma mentirosa!”, e então foi embora. Depois de ele sair, Mira começou a chorar e chorar pelo seu Senhor Krishna: “Para onde Você foi, para onde Você foi?”

Mesmo depois desse episódio, sua cunhada continuou contando histórias malvadas sobre Mira. Isso fazia Mira se sentir mal, mas o que poderia fazer? Pelo menos ela podia ir ao templo todas as noites e adorar o seu Amado Senhor do seu próprio jeito.

Nessa época ela já havia escrito diversos bhajans devocionais e repletos de alma. As pessoas estavam cantando seus bhajans nas ruas. Foi assim que todos no reino ficaram conhecendo o nome Mirabai. Todos tinham muito orgulho dela. Foi quando Akbar sucedeu seu pai como Imperador Mogol. Apesar de ser muçulmano, ele gostava da cultura hindu. Na sua corte ele tinha todos os tipos de pessoas talentosas e extraordinárias de várias religiões. Akbar sempre apreciava as boas qualidades dos outros. Com o passar do tempo, ele ouviu falar de Mirabai, e por isso quis visitá-la.

De início, parecia impossível satisfazer o seu desejo. A família de Mirabai e os imperadores Mogóis sempre foram os piores inimigos! Se fosse visitar Mirabai, ele estaria arriscando a sua vida, bem como colocando Mirabai em grande perigo. Mas Akbar estava decidido a ir. Ele disse: “Não irei como o imperador, com meu exército. Irei disfarçado.”

Ele e o músico da corte, Tansen, disfarçaram-se com robes ocres, como sannyasins itinerantes. Com esse disfarce eles se aproximaram do templo onde Mirabai adorava. Havia devotos no templo, cantando e dançando. Bem no meio estava Mirabai, cantando muito devotadamente.

Akbar e Tansen ficaram muito movidos pela voz e orações de Mirabai. Para mostrar sua gratidão, Akbar deixou um colar de diamantes aos pés da estatueta de Krishna que pertencia a Mirabai. As pessoas presentes ficaram surpresas com o gesto do pedinte. Eles imaginavam se talvez alguém muito rico não tivesse vindo na forma de um pedinte. Akbar e Tansen foram então embora.

Em poucos dias tornou-se conhecido que o próprio imperador tinha vindo. O marido de Mirabai ficou furioso e disse à sua esposa: “Você cometeu o pior pecado. Você é uma princesa hindu, mas permitiu que um muçulmano visse o seu rosto. Não posso mais olhar para você. Você deve ir até o rio e se afogar lá.”

Pobre Mirabai! Ela ficou tão triste com os acontecimentos. Ela nem mesmo foi responsável pelo que aconteceu. Apesar disso, ela estava pronta para entrar no rio e se suicidar. Mirabai caminhou para o rio, acompanhada por alguns dos seus seguidores e devotos. Ela estava prestes a entrar no rio quando o Senhor Krishna apareceu e a agarrou. Ele disse à Sua mais querida devota: “Eu não quero que você cometa suicídio. Você não fez nada de errado. Por favor, deixe este lugar e venha para Brindaban. Lá você Me verá.”

Mirabai então deixou o seu marido e, com alguns seguidores, foi para Brindaban. Lá ela podia passar todo o tempo adorando Krishna e cantando Krishna bhajans. Seus bhajans eram os mais simples possíveis. Às vezes tinham apenas quatro ou cinco palavras. Às vezes eram só o seu nome e do Senhor Krishna: “Mira Gopala Giridhara.” E assim ela cantava e cantava, da sua forma devocional. Toda a comunidade gostava muito dela, tinha muito orgulho dela e era muito grata a ela.

Enquanto isso, o marido de Mirabai ficou muito triste. Ele percebeu o quão pura e devotada era a sua esposa. Seu nome rapidamente se tornava conhecido em todos os lares. Ele nem mesmo queria mais ouvir o conselho dos familiares. Assim, ele foi até Brindaban e trouxe Mirabai de volta para o palácio. Lá ele a tratou bem e permitiu que continuasse louvando no templo. Mas os demais familiares a tratavam muito mal.

Quando Mirabai tinha apenas vinte e três anos de idade, Bhoja Raj faleceu. O trono foi passado para um parente que se comportava de forma muito não divina com relação a Mirabai. Quando viu que todos apreciavam as qualidades espirituais dela, isso foi a gota d’água para ele. A chama da inveja incendiava dentro do rei, e ele desejava matá-la. Ele sabia que de manhã cedo ela costumava orar por horas a fio ao Senhor Krishna e enfeitar o altar com as mais belas flores. Num dia, ele enviou um cesto de flores como presente, mas escondeu uma serpente mortal junto com as flores. O rei sabia muito bem que a serpente a morderia assim que tocasse as flores. Mas algo milagroso aconteceu. Quando Mirabai tocou as flores com a mão, a serpente se transformou em flores também. E nada aconteceu com ela. O rei não conseguia acreditar que o seu estratagema havia falhado.

Alguns dias depois, ele a enviou um copo de leite, dizendo que estava muito satisfeito e feliz com ela. Mas o copo de leite dito puro havia um veneno muito poderoso.

O Senhor Krishna veio a Mirabai e contou que havia veneno no leite. E então disse que deveria beber mesmo assim. O Senhor disse que a protegeria. Assim, após terminar o louvor, ela bebeu o que havia no copo. Mas Krishna havia transformado o veneno em néctar. Não é preciso dizer que nada aconteceu com ela.

O rei tentou muitas outras formas para torturar Mirabai, mas o Senhor Krishna a salvou todas as vezes. Por fim, Mirabai perguntou a alguns Mestres espirituais o que ela deveria fazer. Todos recomendaram que ela deixasse o palácio. Assim, após muitos anos de sofrimento, Mirabai voltou para Brindaban a pé. Nessa época, ela tinha muitos, muitos seguidores, e toda a Índia ressoava com seus bhajans. Os amantes de Krishna em particular sentiam-se gratos a ela, pois seu tema principal era: “Krishna é o meu todo; Gopal é o meu todo!” Num certo dia, muitos anos depois, Mirabai estava no templo, cantando. Havia vários devotos ao seu redor, e eles também estavam cantando. O Senhor Krishna estava tão satisfeito com ela que apareceu em Sua forma humana sutil. Essa forma é tão tangível quando seu terceiro olho está aberto. Mirabai foi capaz de ver o Senhor, mas os outros não tinham a visão sutil para enxergá-Lo. Mas eles enxergaram algo nela.

O Senhor Krishna abriu o Seu chakra do coração. Mirabai entrou no Seu coração e desapareceu. Foi assim que ela faleceu. Ela estava numa consciência de êxtase muito elevada. E com o seu corpo físico ela se fundiu na forma divina de Krishna e desapareceu. É assim que a história acaba.

Comentário de Sri Chinmoy à história “O amor de uma criança por Deus”

O Supremo é o seu Guru, o meu Guru, o Guru de todos. Ele vive dentro do coração de todos. Se você quiser seguir a vida espiritual, se quiser inspirar o mundo inteiro, então o Supremo deve ser o seu único Amado. Se realmente precisa de Deus, como Mirabai precisava, então Ele deve ser a sua única alegria, o seu único amor, a sua única satisfação e o seu único preenchimento.

 

 

Mais histórias sobre Mirabai


Poemas devocionais de Meera             

Traduzidos por Patanga Cordeiro do livro “Mirabai – Ecstatic Poems”, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield

 

 

Porque Mirabai não pode voltar para sua antiga casa

 

As cores do Escuro penetraram o corpo de Mira;

todas as outras cores desapareceram.

Amar Escuro e pouco comer

são minhas pérolas e turmalinas.

Rosário de meditação e a marca na testa,

tais são os meus adereços e anéis.

Isso é beleza feminina suficiente para mim;

aprendi isso com o meu professor.

Aprovada ou reprovada, eu louvo a Energia da Montanha

dia e noite.

Tomo o caminho que os seres humanos extasiados

tomaram por séculos.

Não roubo dinheiro e não agrido ninguém;

do que me acusarão?

Senti o balanço dos ombros do elefante;

e agora você quer que me sente num asno?

tente agir com seriedade.

 

 

O colar

 

Ó amiga, sento-me só enquanto o mundo dorme.

No palácio que abrigou o prazer do amor dorme a abandonada.

Ela que uma vez juntou um colar de pérolas hoje tece lágrimas.

Ele me deixou. A noite passa enquanto eu conto estrelas.

Quando chegará a Hora?

Essa tristeza precisa acabar. Mira diz:

“Sustentador de Montanhas, volte.”

 

A flecha

 

Meu professor atirou uma flecha

Que me trespassou.

Agora a sua ausência fere o meu coração

E meu corpo inquieto.

 

Minha mente não vaga mais – o amor a mantém coesa.

Agora estou acorrentada.

Quem conhece a minha dor, senão ele?

 

Um choro indefeso, interminável.

Amigas, digam-me – o que mais posso fazer?

 

Mira diz ao seu Senhor: conceda-me a sua presença ou a morte.

 

 

Não me proíba, mãe

 

Não me proíba, mãe; estou indo visitar homens santos.

Conheço um com o rosto negro; eu sou dele, o resto é nada.

Onde eu vivo, todos dormem; meus olhos abertos noite adentro.

Se o mundo não admira o Senhor, ele é louco; que sabedoria possui o mundo?

O que estou dizendo? O Senhor está dentro de mim; ao invés do sono.

Algumas lagoas têm água durante quatro meses do ano; mas eu fico longe delas.

A água de Hari verte; isso é o que basta para a minha sede.

Você diz que ele é negro; eu digo belo. Estou indo ver o seu rosto.

A dor de Mira vem da separação; o que ela quiser fazer, ela fará.

 

 

Mira só quer se unir aos elefantes e papagaios

 

Ó Amado, foi prometido que todos que disserem o Nome serão salvos.

Pelo seu poder, as rochas perdem a dureza,

Derretendo como gelo virando água; a terra fica macia, cedendo.

 

Eu também sinto essa atração.

 

Não guardei mérito, sei bem o peso dos meus pecados.

Uma cortesã ensinou o papagaio a repetir o Seu nome

E foi levada ao céu de Vishnu.

 

Um elefante que se banhava balbuciou o Seu nome e você voou para a terra

Das costas de Garuda, correndo para ajudá-lo –

Abriram-se as mandíbulas do crocodilo.

Libertou-se também aquele elefante do renascimento; chega de úteros animais para ele.

 

Ajamil deu ao seu filho o Seu nome, chamando-o no leito de morte.

Você respondeu. O medo da morte desapareceu.

 

Todos conhecem essas histórias,

E você sabe quais seres lhe deram seus corações por completo.

Sua serva Mira faz uma pergunta:

Por que você não me salva?

 

 

É tudo mentira minha

 

Em todas as minhas vidas você esteve comigo; lembro disso durante o dia e durante a noite.

Quando você some da minha vista, fico inquieta durante o dia e durante a noite, ardendo.

Subo as colinas; busco sinais do seu retorno; meus olhos inchados de lágrimas.

O oceano da vida – isso não é real; laços de família, obrigações mundanas – isso não é real.

É a sua beleza o que me deixa embriagada.

O Senhor da Mira é a Grande Serpente Negra. Esse amor brota do solo do coração.

 

 

Mira, a abelha

 

Ó minhas amigas,

O que poderiam me ensinar sobre o Amor,

Cujos caminhos são repletos de estranheza?

Quando oferece ao Grandioso o seu amor,

Ao primeiro passo seu corpo é esmagado.

Esteja pronta para oferecer sua cabeça como assento.

Esteja pronta para orbitar sua lamparina como uma mariposa cedendo à luz,

Viver como o cervo correndo em direção ao caçador,

Como o perdiz que engole brasas por amor à lua,

Como o peixe que afastado do mar morre feliz.

Tal como a abelha presa para sempre no fechar da doce flor,

Mira ofereceu-se ao seu Senhor.

Ela diz: o Lótus solitário a engolirá viva.

 

 

Quem foi Mirabai?

Por Patanga Cordeiro

Mirabai foi uma santa hindu do século XVI. Por se tratar de uma mulher, a história não é certa quanto a diversos detalhes sua vida, mas é comum referir-se à parte da Índia chamada de Rajastão, nascida como uma princesa.

Minha versão favorita da sua história é a de Sri Chinmoy, acima, que conta a história desde os primeiros anos de Mirabai até o fim da sua vida neste trecho, inclusive explicando sobre como ela começou a sua vida de busca.

Há diversas versões da sua história. Uma versão diferente é que Mirabai possuía uma devoção extrema por Krishna, o seu Senhor, o seu Amado, o seu Todo. Ela carregava uma estatueta de Krishna, chamando-o de seu esposo. Mirabai não tinha interesse por questões de família real, ou familiares de qualquer forma. Um possibilidade é que tenha sido forçada a se casar com o Rei Rana, o que mais uma vez tornou-se uma fonte de tensão, pois Mirabai recusava-se a enxergá-lo como esposo – ela já era casada com Krishna. Quando o rei morreu, possivelmente por causa da vergonha que a família sentia por ela ser tão devotada a Krishna ao invés de valorizar as conquistas exclusivamente materiais, tentaram fazer com que ela cometesse ‘sati’, que é quando uma viúva se queima viva na pira funerária do falecido esposo. Ela se recusou, naturalmente, pois o seu esposo é Krishna, e Krishna está mais do que vivo em seu coração.

E foi no coração de Krishna que sua vida acabou. Um certo dia, enquanto Mirabai cantava no tempo, Krishna abriu o chakra do seu coração e a absorveu. Mirabai fundiu-se com a forma divina de Krishna e desapareceu.

Meditação para ansiedade, depressão e como terapia de saúde: o aspecto espiritual x terapêutico

meditacao ansiedade depressao

 

Meditação para ansiedade, depressão e como terapia de saúde: o aspecto espiritual x terapêutico

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Caso tenha interesse em participar do curso, leia até o fim para ver onde você se encaixa.

 

Para quem é o nosso curso:

Para aqueles que têm uma vida equilibrada, têm seus ótimos empregos ou estudos, têm seu ótimo dia a dia, seus ótimos amigos e familiares, ótimos hobbies e tudo o mais, com a saúde equilibrada, sem crises de ansiedade, depressão, estresse, etc, MAS APESAR DE TUDO ISSO NÃO ESTÃO SATISFEITOS, SENTINDO QUE “SÓ ISSO NÃO BASTA”: o curso é voltado para essas pessoas. Para quem não está satisfeito com o básico. Quem quer “um algo mais” que não consegue encontrar na saúde, paz de espírito, família, emprego e lazer. O curso é voltado para o aspecto espiritual da meditação, para quem quer se aproximar do divino dentro de si de forma consciente e disciplinada. Ou seja, o curso não é para aqueles que estão buscando equilibrar uma condição psicológica.

É claro que esse “algo mais” é Deus, e você pode chamá-lo como preferir: uma busca, a verdade, uma luz, um algo mais, felicidade, algo que não sei o que é,  pois é claro, você ainda vai descobrir o que é isso. Você está sendo chamado. É para essas pessoas que criamos e voltamos o nosso curso Para quem está numa busca espiritual. Para quem não tem motivo nenhum para vir ao curso, exceto que sentem que precisam. Esse sentimento já é o seu despertar interior.

 

Para quem não é o nosso curso de meditação:

Muitas pessoas procuram os nossos cursos de meditação presenciais como uma forma de terapia contra ansiedade, depressão, estresse ou etc. Isso é normal, pois há muita divulgação na mídia sobre a meditação em seu aspecto terapêutico. Não vemos problemas algum com isso, mas os cursos que oferecemos não são formas de terapia, não temos profissionais de saúde para acompanhamento e nem aceitamos indicações de outros profissionais, sejam médicos, psicólogos, etc. Nosso curso é voltado unicamente para o desenvolvimento espiritual.

Ou seja: não conhecemos os seus casos clínicos (ou não), sua personalidade, histórico médico, ritmo de trabalho, famílias, condição social, etc. Isso são coisas que apenas um profissional de saúde poderia fazer, numa entrevista. Nosso curso é em formato de auditório, e não conversamos individualmente com cada um sobre as peculiaridades dos casos. Mesmo se tivéssemos, não teríamos qualificação para tanto.

Além disso, as perguntas e interesses do público que está buscando o tratamento de saúde são muito diferentes daquelas que buscam a meditação como autoconhecimento. Não se trata de qualquer preconceito. O motivo simples é que toda a didática, todo o intento e a nossa própria vida e experiência com a meditação são voltadas para o autodescobrimento espiritual, e não psicológico. Não temos experiência alguma com os casos de ansiedade, depressão, estresse, etc, e não nos sentimos qualificados para recebê-los. Por isso o ideal é procurar assistência qualificada ao invés de comparecer no nosso curso.

É claro que, caso o seu terapeuta recomende, você poderá tentar praticar a meditação em casa para resolver seus desafios no campo do psicológico, usando os livros e textos do site. Caso seja uma recomendação terapêutica, é claro que poderá aprender as técnicas de meditação (pois estamos falando das técnicas em si)! Todos conseguem! Além das páginas neste site, você pode usar o livro Meditação, o livro As Asas da Alegria, músicas para meditação, vídeos de meditação, ou procurar outros grupos que ensinam a meditação, pois há diversos em São Paulo e no mundo todo. Apenas que temos vagas limitadas para o nosso curso e destinamos elas aos interessados na busca espiritual que já estejam com a saúde mental em dia, por todos os motivos já explicados.

De qualquer forma, se você veio até o nosso site, deixamos logo acima as nossas dicas e esperamos o melhor para você!

Aspiração-Evereste: livro de palestras em prosa poética

Aspiração-Evereste – livro recomendado

Estas palestras inspiradas, da autoria de alguém que chegou ao cume, são seguramente o melhor roteiro para aqueles que também querem subir ao mais alto, seguir em frente até ao mais longínquo e, interiormente, até ao mais profundo. Elas não são dirigidas à mente mas sim ao coração e à alma daquele que procura; têm a beleza da poesia, a clareza da prosa e profundidade das Escrituras e, como o melhor destas três formas de expressão, destinam-se a ser lidas, relidas, estudadas, memorizadas e frequentemente lembradas, pois as suas imortais flores-mensagem nunca murcham, antes crescem e permanentemente se expandem, brilham e florescem juntamente com o aprofundar e alargar da consciência interior do leitor que aspira.

Onde encontrar

Yoga, meditação e a arte de viver: A Aventura da Vida – livro recomendado

yoga livroYoga, meditação e a arte de viver: A Aventura da Vida

Hoje em dia é o livro que eu mais recomendo para quem está num processo de auto descoberta. (outros livros aqui) O livro passa por diversos aspectos da nossa busca e tem respostas muito inspiradoras! Enfim, viver é uma arte!

Um lindo livro, repleto de fotos e desenhos, feito pela Madal Bal Studio na Europa. Há opção de compra em p/b e colorido.

A vida, como qualquer aventura, possui desafios. Para superá-los e encontrar paz, buscamos soluções práticas e duradouras. Com seleções dos escritos de Sri Chinmoy sobre os vários aspectos do nosso dia a dia, este livro nos introduz a um estilo de vida espiritual moderno, focando particularmente na saúde, dieta, esporte, vida em família e trabalho. Há um mundo nosso mais vasto: o mundo da alma, que inspira e preenche a nossa vida exterior. Que possamos abrir nossos corações. Uma nova aventura chama…

Você encontra ele a venda na editora Clube de Autores

Capítulos do livro Yoga, meditação e a arte de viver:

  1. Liberdade e paz
  2. O que é yoga?
  3. Yoga e a vida material
  4. O caminho e os passos do yoga
  5. Religião, espiritualidade e yoga
  6. Deus e os mundos superiores
  7. Chakras, poder oculto e kundalini yoga
  8. Mestres verdadeiros e mestres falsos
  9. Espiritualidade e sociedade
  10. O fim do mundo, forças malignas e a origem da humanidade
  11. Meditação
  12. Alimentação, saúde e esporte
  13. Vida familiar
  14. Meditação no trabalho